Qua 05/05/2010

Há um ano voa livre pelas matas baianas uma fêmea de gavião-real (Harpia harpyja), ave resgatada pelo Ibama-Eunápolis-BA, solta no Parque Nacional do Pau Brasil - como parte das ações do Projeto Harpia Mata Atlântica, inserido no Programa de Conservação Gavião-real, que comemora o sucesso da devolução a natureza de mais um indivíduo desta espécie, comenta a coordenadora Dra. Tânia Sanaiotti.

Esta espécie ameaçada de extinção na Mata Atlântica, tem a chance de ser acompanhada dia a dia por onde caça nas matas baianas, por meio dos satélites brasileiros SCD CPERS do INPE. A tecnologia implantada combina o esforço de quatro instituições públicas, INPA, INPE, IBAMA e ICMBio, com a estrutura logística da Veracel Celulose, através da Reserva Particular do Patrimônio Natural Estação Veracel, que está abraçando a causa e financiando o “Projeto Harpia na Mata Atlântica”. As organizações SOS Falconiformes, ABFPAR parceiras do Projeto, participaram da recuperação da ave.

Após um ano a Harpia solta voou cruzando as fronteiras do Parna, além de ser monitorada pelos satélites, também foi acompanhada em solo pelos técnicos do Parna e do Projeto, e foi fotografada nesta semana ! Apesar da chuva, pousou por alguns minutos, conta Gustavo Diniz da SOS Falconiformes.

Como parte das atividades de educação ambiental do Programa de Conservação Gavião-real na Amazônia, tradicionalmente é realizado concurso para nomear cada gavião-real marcado. Comenta a Coordenadora. A celebração do 1º aniversário da Harpia na Bahia incluiu o concurso do nome do gavião-real com alunos do 5º ano nas escolas indígenas do entorno do Parna. Um concurso para a escolha de um slogan a ser usado na campanha de educação ambiental-2009 também com alunos de 5º ano das escolas rurais. A Equipe da Estação Veracel e Veracel em parceria com o Instituto RECICLAR realizou a dinâmica dos concursos, juntamente com a Direção das escolas e o corpo de educadores, ICMBio, CI e ainda a supervisão de uma Comissão Julgadora.

Dos 40 nomes indígenas inscritos para esta águia, que sobreviveu bravamente o seu primeiro ano pelas matas do Parna e arredores, o vencedor foi Katũbayá – que significa “mãe da mata na língua em pataxó”, sugerido pelo aluno Mateus Lira, da Escola Indígena Pataxó Aldeia Velha. A segunda premiação foi para o slogan “Relíquia das florestas”, vencedor dos 145 inscritos, sugerido pelo aluno Michael Santos Pereira de Escola Municipal Tiradentes. Nesta semana os alunos das duas escolas vencedoras tiveram uma manhã de festa. Cerca de 70 alunos indígenas e 400 alunos da área rural participaram da festividades. Assistiram a um filme e ouviram a história da aniversariante ! E mais! O encerramento da festa foi um parabéns na língua pataxó e portuguesa para KATŨBAYÁ. Cada um dos dois alunos selecionados recebeu como prêmio uma bicicleta.