Qui 21/06/2012

Uma equipe do Programa de Conservação do Gavião-real - PCGR está esta semana monitorando na região de Cacoal-Rondônia, ninhos da ave de rapina, harpia (Harpia harpyja), também conhecido como gavião-real. A Bióloga Helena Aguiar e o escalador Olivier Jaudoin do PCGR, juntaram-se a equipe de biólogos Almério Gusmão, Adriano Martins, Michael Mesquita, Lucas de Souza e aos acadêmicos da FACIMED, Wilziane de Morais e Luis Afonso Hilário, que vêm monitorando ninhos de harpia na região para coletar dados em três ninhos de harpia mapeados em 2010 e 2012, respectivamente em Pimenta Bueno e Cacoal.

Os ninhos monitorados encontram-se na área de reserva florestal das Fazendas Água Doce e São José em Cacoal e no Parque Municipal Pimenta Bueno 60 Km de Cacoal. Durante as atividades de pesquisa nos dois primeiros ninhos registraram-se que no ninho denominado São Pedro (Fazenda Água Doce) o filhote está voando e no ninho São José (Fazenda São José, Linha 9) a fêmea permanece deitada no ninho, um indicativo de que está chocando o ovo, que deverá nascer até o próximo mês. Na oportunidade, Almério Gusmão, que é professor de Biologia na Escola Municipal Carlos Gomes, levou alguns dos seus alunos do ensino médio para acompanharem as atividades de pesquisa em campo e praticar o conteúdo sobre ecologia ministrado em sala de aula. Os alunos ainda assistiram a palestra da bióloga Helena sobre a harpia, as atividades do PCGR e a conservação da espécie no Brasil.

Hoje, na Escola Família Agrícola (EFA) na Linha 10, ocorreu uma atividade de sensibilização e educação ambiental promovida pelo PCGR, quando a equipe apresentou palestra aos alunos da escola e comunidade do entorno da escola. Ainda esta semana, a equipe estará no Parque Municipal Pimenta Bueno para monitoramento do primeiro ninho mapeado em 2010 naquela região, pelos biólogos Almério, Adriano e Guilherme Monções. Na Terra Indígena 7 de Setembro da etnia Suruí, acompanhará o biologo Darcio Kawangawa em três ninhos de harpia.

A harpia, ave de rapina predadora de topo de cadeia alimentar, habita as florestas neotropicais, ocorrendo desde a América Central até a América do Sul, distribuindo-se nas florestas Atlântica e Amazônica, região onde hoje encontra maior área florestal disponível para sua reprodução.

O Programa de Conservação do Gavião-real atua na Amazônia brasileira e Floresta Atlântica desde 1997 pesquisando sobre a espécie visando atuar em ações efetivas de conservação no Brasil, contando com a parceria de instituições públicas, desde universidades, escolas e prefeituras, ONGs, empresas e comunidades.